sábado, 30 de julho de 2011

Afluente mineiro? (II)

Olha a lama do Dnit já escorrendo a Minas... deu no Estadão de hoje, mas o Estrago de Minas novamente se cala:

Dnit pagou R$ 287 milhões a empresário mineiro durante o mandato parlamentar

Pavotec, empresa da qual o ex-deputado estadual Djalma Diniz é sócio majoritário, está entre as 10 que tiveram negócios mais volumosos com o departamento em 2010

29 de julho de 2011 | 23h 00



A matéria inteira aqui:

terça-feira, 26 de julho de 2011

Afluente mineiro?

Será que o rio de lama dos Ministérios dos Transportes tem algum afluente na bancada mineira do Senado? O nosso senador da república Clésio Andrade, do mesmo partido que controla a bandidagem dos transportes, o PR, é também Presidente da Confederação Nacional dos Transportes. É sabido também que Clésio fez fortuna como proprietário de empresas de ônibus que operam em Belo Horizonte. O povo belorizontino reclama seu metrô há décadas sem sucesso. A verba nunca chega e mesmo agora para a Copa a opção do metrô foi descartada em favor de uma solução que privilegia a expansão do sistema de ônibus. Deve ser tudo coincidência.

Clésio também foi vice de Aécio no governo de Minas e responde na Justiça por crime de peculato e lavagem de dinheiro, indiciado no escandâlo do Mensalão. Como comentado acima, esta peça chave do Valerioduto está há anos na presidência do CNT, que é um doador milionário de campanhas políticas. Obviamente tudo coincidência também.

Em tempo: que bela bancada tem Minas Gerais no Senado Federal: Clésio Andrade, Aécio Neves e Zezé Perrella.

sábado, 11 de junho de 2011

Palocci é Pelé e é Garrincha

Se Antônio Palocci é o Pelé da consultoria, talento inigualável do ramo, é também o Garrincha da impunidade, um gênio do drible que já se safou nos três poderes da União. Sua trajetória revela muito do atual estado das instituições brasileiras no que se refere ao combate à corrupção.

Primeiro o prodígio driblou a Justiça, quando o Supremo Tribunal Federal o livrou de uma ação penal no caso do caseiro. Foi por pouco (5 votos a 4), mas o malandro se safou. Quem saiu entortado neste drible foi o STF, que depois ainda foi desmoralizado pela própria Caixa (!), com uma declaração oficial do banco afirmando que a ordem da violação do sigilo havia mesmo partido do gabinete do ministro.

Depois foi a vez do Legislativo entrar na ginga do mestre. Eleito deputado federal, Palocci foi nomeado por seus pares presidente de uma das mais importantes comissões da Câmara. Mesmo com o nome envolvido nos esquemas do mensalão e da violação do sigilo bancário do caseiro, virou presidente da Comissão de Finanças e Tributação. Nestas circunstâncias surge a firma de consultoria financeira mais lucrativa do país.

Então veio o drible ao Executivo. Mesmo com seu histórico, Palocci foi, por indicação de Lula, chamado a coordenar a campanha de Dilma e, depois da eleição, reconduzido ao centro do poder. Sem constrangimentos, foi nomeado ministro de estado e para nada menos que a Casa Civil. O drible começa aí, mas só termina depois de descoberto o enriquecimento relâmpago, quando Palocci ainda recebe a chancela da Comissão de Ética Pública e sai do governo sob elogios da Presidenta.

Portanto, antes que o Engavetador-Geral da República Roberto Gurgel arquivasse as denúncias contra Palocci, a Justiça já o havia livrado da abertura de um processo, o Legislativo já o havia empoderado e o Executivo o legitimado. É um craque.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A Cry From The Grave

Para quem quiser entender melhor a importância histórica da captura do General Ratko Mladić, vai a sugestão deste excelente documentário de 2000 da BBC: